Patrimonial

Ocultação de bens no divórcio

De repente a empresa "não dá lucro", o carro foi "vendido para um amigo" e o padrão de vida continua o mesmo. A partilha justa começa por saber o que existe de verdade.

O empobrecimento que só aparece no papel

É um fenômeno curioso: o divórcio entra em pauta e, em poucos meses, o cônjuge fica "pobre". A empresa passa a operar no vermelho, o pró-labore encolhe, o carro troca de dono. No dia a dia, porém, nada muda, as viagens continuam, o restaurante do fim de semana no Lago Sul continua, a academia cara continua. Quando o discurso financeiro e o padrão de vida se contradizem, esse é o primeiro sinal de patrimônio sendo escondido.

Comece registrando a contradição: anote o que é dito sobre dinheiro e o que é visto na prática, com datas. Guarde referências de bens que você conhece de perto, placa do veículo, endereço do imóvel, nome da empresa, mesmo que estejam em nome de outras pessoas.

Os esconderijos mais comuns

A ocultação raramente é sofisticada. Os arranjos que mais aparecem nos casos: empresa transferida para o nome de um irmão ou sócio de confiança semanas antes da separação, veículo registrado no nome de um funcionário, imóvel comprado na planta em nome da nova namorada, valores pulverizados em contas digitais e aplicações abertas às pressas, e anúncios de venda de bens publicados em marketplace para transformar patrimônio visível em dinheiro invisível.

Em Brasília, também é frequente o uso de lotes e imóveis em regiões em valorização, como Sobradinho e as áreas novas de Ceilândia, comprados por valor baixo no papel e mantidos fora de qualquer conversa sobre partilha.

Como a investigação patrimonial documenta

A Brasília Investigações parte dos indícios que você fornece e reconstrói o quebra-cabeça: levanta bens móveis e imóveis ligados ao cônjuge, identifica participações societárias diretas e em nome de terceiros, verifica o uso real de veículos e propriedades e compara o padrão de vida com os rendimentos declarados na negociação.

O resultado é um levantamento documentado, com validade judicial, entregue em sigilo absoluto ao seu advogado. Com ele, a conversa sobre partilha muda de patamar: em vez de discutir versões, discute-se uma lista concreta de bens.

Não assine antes de saber

O maior erro é aceitar um acordo rápido "para encerrar logo". Acordo assinado sobre patrimônio incompleto é prejuízo definitivo. Antes de fechar qualquer número, tenha o retrato real do que foi construído durante o casamento.

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Perguntas frequentes

As perguntas que mais recebemos em Brasília, com respostas objetivas da equipe.

Qual o momento certo de investigar: antes ou durante o divórcio?

Quanto antes, melhor. Levantar o patrimônio antes de assinar qualquer acordo evita abrir mão de bens que você nem sabia que existiam.

O relatório serve para o processo de partilha?

Sim. O levantamento é entregue documentado, com validade judicial, e o seu advogado o utiliza na negociação ou no processo.

E se os bens estiverem em nome de outras pessoas?

Esse é o cenário mais comum. O trabalho justamente rastreia a ligação entre o cônjuge e os bens registrados em nome de terceiros, com fatos e documentos.

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